Arquivos Mensais: fevereiro \27\UTC 2012

O retorno dos pôneis malditos

Não tem quem não se lembre do filme publicitário da Nissan “Pôneis Malditos”, até porque ele foi o responsável por martelar a cabeça de milhares de pessoas com sua canção, dando o status de comercial brasileiro mais visto na internet em 2011.

Claramente, a campanha fez grande sucesso e isso pôde ser visto pelo alto número de compartilhamentos em redes sociais, tornando-a mais um viral do mundo virtual. A campanha foi lançada em 2011 e com certeza auxiliou o enorme aumento dos índices de vendas naquele ano, que foram de 59%.

Isto posto, a Nissan resolveu dar sequência `a febre, aproveitando-se do sucesso anterior para apresentar a versão 2013, divulgando a nova linha da Frontier. Assim, o retorno dos pôneis malditos é inevitável. Eles não apenas protagonizam o filme novamente, como também vem acompanhados de sua “maldita” canção (apenas na internet), além de uma nova que promete ficar na cabeça de quem a ouve por um booom tempo (na TV).

A criação é da Lew’Lara\TBWA e uma versão estendida do filme veiculado na TV foi feita para a internet, acompanhando as tendências do mundo digital e apostando na popularidade a ser conquistada. Para completar, um aplicativo no Facebook gera memes nas páginas dos amigos que o usuário seleciona.

Este não é o primeiro e não será o último caso de uma marca que se aproveita do sucesso da campanha anterior para dar continuidade a sua popularidade. Mas, sabemos que nem sempre isso é eficaz, pois muitas vezes o sucesso se deu pelo impacto, pela novidade proporcionada pela campanha original, não conseguindo mais atingir o público da mesma forma, quando repetida.

Apesar disso, a tentativa é válida, certo?? Afinal, melhor apostar em algo que já deu certo do que um tiro no escuro, não acham??

Aqui vai o “filminho” que está sendo veiculado na internet, de presente para vocês!! Não nos insultem quando a música se fixar em sua cabeça e vocês forem hipnotizados!!!

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Burger King lança cheirinho de vaca flambada no cangote

O Burger King lançou um perfume ‘masculino’ com cheiro de hambúrguer. O produto foi batizado de Flame (Chama) e é baseado no sanduíche Whopper, carro-chefe da rede. No hotsite do novo produto, a empresa diz que o Flame é “o perfume da sedução com um toque de carne grelhada diretamente no fogo”. O perfume está à venda na internet e em lojas nos Estados Unidos por US$ 3,99 (cerca de R$ 9,40)

Quem não gosta de sentir cheiro de hambúrguer, não é mesmo? Se a mocinha daquele filme de vampiros e lobos tivesse conhecido esse perfume, ela nem precisaria ficar se humilhando, pedindo pro vampirinho mordê-la, e, além disso, o lobinho do filme ficaria ainda mais apaixonado por ela, tadinho. Mas, voltando `a realidade,  acho que nenhum ser humano normal se sentiria seduzido por alguém que estivesse com cheiro de hambúrguer no cangote e no mínimo acharia que a criatura excêntrica se coçou toda depois de devorar um Whopper ou algo do tipo. Distrubuir o produto como brinde a fim de promover a marca, tudo bem, mas vender isso pela internet…não rola!

É assim que se vende panela

Para promover as panelas antiaderentes Supor, a Leo Burnett criou esta intervenção em Xangai: colocaram numa praça movimentada da cidade um half pipe montado atrás de um painel com uma foto de uma panela gigante. Dentro do half, patinadores fantasiados de camarão, brócolis e ovo frito saltavam de um lado para o outro, dando a impressão para quem estava na calçada de que os alimentos estavam ali dentro.

Poderiam ter colocado uns patinadores fantasiados de ratinhos também, né?. Brincadeiras de mau gosto a parte, a intervenção que a agência fez é totalmente genial. A Leo Burnett mostrou que propaganda não é só “COMPRE ESSA PANELA E SEJA FELIZ”. Tem muita coisa bacana envolvida numa propaganda como essa: arte, esporte, entretenimento e persuasão “da boa”. Se as donas de casa fossem comprar uma panela acompanhadas de  seus maridos e eles tivessem visto essa ação, com toda certeza eles pediriam para elas levarem a Supor, não acham?

Narigudos privilegiados

Dentro da publicidade ter grandes idéias é algo essencial, porém, como já se sabe, é impossível ser 100% criativo, sempre tem-se que usar algo já existente e é o bom uso disso que faz algo ser realmente interessante e criativo.

Foi usando algo super simples, caracteístico de algumas pessoas da sociedade e nem sempre visto de forma muito agradável, que a marca BGH de ar condicionado na Argentina lançou um case incrível. Trata-se de grandes narizes instalados em pontos próximos `a lojas onde o ar condicionado era vendido e esses narizes tinham um sensor para identificar  os “big noses”, isso mesmo, os narigudos do pedaço.

A marca de ar condicionado alegou que os narigudos mereciam desconto no produto, já que estes eram os que mais necessitavam de ar limpo e refrescante, pois o aspiram em maior qantidade que os demais. Com isso, algo que muitas vezes é motivo de piada tornou-se motivo de felicidade por receber um desconto que nem todos poderiam ter.

Este case teve muita interação do público, que parava junto aos narizes para assistir aos narigudos ganhadores do desconto e  foi também super comentado nas redes sociais como algo inovador, trazendo uma boa resposta `a marca.

Segue o link onde se encontra o vídeo do case da CGH ! Vale a pena assistir !

http://www.youtube.com/watch?v=ElmEcfPEw2Y

Conte aqui nos comentários os cases que mais te marcaram, que foram tão divertidos como este da BGH … Quem sabe eles não sejam um bom assunto para o nosso próximo post?

Grande furada Twix

Já é sabido que o mundo da publicidade é incerto, cheio de tentativas que muitas vezes dão mais certo que o esperado, mas, `as vezes, algumas tentativas podem fazer o “tiro sair pela culatra” também.

Um caso de uma grande furada cometida pela marca de chocolates Twix é um bom exemplo disso. Foi lançado pela marca de chocolates um viral, divulgado principalmente pelo twitter, onde o hashtag dizia #chuvadetwix e terminou sendo comentado após o evento como #porratwix.

Essa grande e péssima mudança para a marca de chocolates se deu porque Twix prometeu uma grande chuva de Twix na Av. Paulista no dia 30 de maio de 2010, fazendo com que muitas pessoas se reunissem pensando que sairiam de lá carregadas de chocolates e acabaram saindo decepcionadas.

O que realmente ocorreu no dia foi uma chuva de papéis laminados com uma pequena quantidade de chocolates, já que estes eram muito pesados para serem lançados de muito alto pela mesma máquina que lançou os papéis. Assim, apenas uma quantidade muito pequena de chocolate foi jogada por pessoas, do chão mesmo. A chuva de Twix foi mesmo um chuvisco, pois o que realmente choveu foram os papéis laminados, que para piorar não foram retirados pelo staff, deixando suja a região da Paulista.

O viral teve uma resposta muito negativa, o que prejudicou muito a marca na época. O grande furo virou  piada nas redes sociais, vários vídeos de pessoas reclamando foram publicados e a resposta que o povo deu para Twix foi sair pedindo BIS… Pois é, as pessoas saíram lembrando dos chocolates BIS e com muita raiva de Twix, não poderia ter sido pior, deram relevância ao concorrente.

E aí, alguém se lembra de mais alguma ação que acabou super mal ? Comentem aqui !!

Phone Stacking, o salvador do contato pessoal

Você é daqueles que detesta estar com um amigo ou familiar em algum lugar onde deveriam estar conversando, interagindo um com o outro e acabam sendo trocados por celulares?

Um jogo chamado Phone Stacking surgiu para acabar com esse problema! O jogo consiste em: todos que estiverem na mesa de um bar, por exemplo, deixam seus celulares na mesa, empilhados e de cabeça para baixo até a hora de pedir a conta. Caso algum viciadinho não resista e pegue antes seu celular, este pagará toda a conta! Caso contrário, a conta é dividida normalmente, interessante, não ?

O jogo já virou moda nos Estados Unidos, será que aqui no Brasil vai virar também ?

E você, seria capaz de ficar uma noite toda só conversando com seus amigos presentes e sem dar check in em algum lugar, subir fotos ou alguma coisa do tipo?

Larguem o vício, nem que seja por uma noite ! Aproveitem o contato pessoal ! Interagir com quem está presente é ainda mais legal, podem ter certeza ! Façam essa proposta entre seus amigos no próximo encontro e logo nos conte como foi a experiência ! 😉

Que tal ajudar a trazer aquela sua banda favorita para um show no seu país?

É, realmente essa parece uma tarefa difícil, porém já não é impossível colaborar para que sua banda predileta venha até o seu país para fazer um show onde você e os outros colaboradores terão, incluisive, um espaço vip reservadíssimo para curtir todo o show no maior estilo.

Isso tudo pode se tornar possível graças ao “Crowdfunding“, uma espécie de “vaquinha” virtual onde fãs de bandas contribuem com cotas de patrocínio para que as bandas façam shows onde eles estiverem. No Brasil, o site Ativa Aí, criado por três amigos, foi um dos primeiros sites a investir nesse tipo de espetáculo.

O processo é basicamente assim: um show de uma determinada banda é pré-agendado no site de uma empresa especializada. Logo depois, o custo total da produção desse show é dividido em cotas e oferecido aos fãs do grupo, que serão também os investidores do show. Se todas as cotas são vendidas, o show está garantido e os investidores terão não só o ingresso como também outros benefícios durante o show.

Este financiamento coletivo é sempre voltado ao entretenimento e tem feito muito sucesso entre os fanáticos por bandas. Esse sucesso se dá devido ao fato de que já não é necessário ir até um outro país para ver seus ídolos tocarem, eles podem vir até você e por um investimento muito mais baixo, pois as cotas de patrocínio não são de valores tão altos como o preço de uma passagem, estadia e outros tipos de gastos que envolveriam uma viagem.

O Crowdfunding pode realmente revolucionar a indústria da música, já que os fãs não dependerão mais de grandes investidores para assistirem `as suas bandas e isso os fará ainda mais próximos dos seus ídolos. Muito provavelmente, num futuro próximo, os shows serão cada vez mais cotados e financiados por muitas pessoas e não mais por algumas marcas, grandes empresas, entre outros, que aproveitam os espetáculos para lucrarem sem aproveitar os benefícios da coletividade dos fãs.

Não deve ser emocionante poder colaborar com tudo isso ? Sabendo do fenômeno musical virtual, que tal buscar saber se outros fãs da sua banda favorita não estão dispostos a trazê-la para o Brasil ? Unam-se e façam a festa !

Aproveitando, deixem nos comentários suas bandas preferidas, queremos saber!! Quem sabe as afinidades não comecem a surgir desde já, não é ?

Bar usa shot de sêmen de cavalo para atrair mais clientes

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O bar da cidade de Wellington, na Nova Zelândia, resolveu inovar o cardápio do estabelecimento para atrair mais clientes. O Green Man Pub começou a oferecer “shots” de 30 ml de sêmen de cavalo. A bebida é feita com aroma de maçã e custa 12 dólares neozelandeses, o equivalente a R$ 15,40. O bar recebe a “iguaria” de uma fazenda que fica perto da cidade de Christchurch. Calcula-se que cada “shot” contenha cerca de 300 milhões de espermatozoides de cavalo e o gosto é parecido com creme. O dono do bar, que teve a ideia do drinque, aconselha os clientes a beberem de uma vez só, nada de ficar degustando igual a um passarinho.

É um tanto quanto peculiar essa obsessão que o ser humano tem por espermas, não acham? Vira e mexe algum “fanfarrão” inventa fazer graça com o assunto.  Será influência dos Redtubes da vida, saudades da primeira aparência…? Bizarro ou não, o duvidoso dono do bar conseguiu, de certa forma, chamar a atenção dos clientes e dos canais de veiculação ( cá estamos divulgando o nome do bar por causa desse shot excêntrico). Mas o que vale a pena refletir é até onde esse modo de chamar a atenção é criativo, e até onde ele passa a ser apelativamente grotesco. De qualquer maneira, fica a dica para quem quer se vingar daquele que lhe traiu: convide-o (a) para uns bons drinks no tal do Green Man Pub.

Doe sangue e ganhe uma cerveja

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Um hemocentro de Tacoma, EUA, não sabia mais o que fazer para atrair mais doadores de sangue. Eles já tinham doado MP3 players e viagens a uma estação de ski, mas a quantidade de doadores ainda era baixa.

A solução foi bolar uma campanha que atraísse mais gente para doar sangue: de tempos em tempos, uma van do hemocentro pararia na frente de bares e daria um vale cerveja para quem dedicasse alguns minutos a dar seu sangue a um desconhecido.

Se essa campanha fosse feita no Brasil, certamente seria apedrejada por  muita hipocrisia e falso moralismo. A mídia sensacionalista a acusaria de estar incentivando o consumo de álcool, contaminando a opinião de toda a massa. Infelizmente, mesmo com o grande desenvolvimento econômico, o Brasil ainda pensa como um “país atrasado”: onde o pensamento politicamente correto ainda predomina, bloqueando qualquer solução criativa.

Como dito antes, a campanha é feita em bares. Pra quem não sabe, quem está em um bar bebendo cerveja é porque consome cerveja. Se a campanha fosse feita em hospitais ou igrejas, tudo bem, essa poderia ser anacronicamente acusada de induzir o consumo de álcool. No entanto, a ação apenas mostra que doar sangue pode ser uma forma divertida de ajudar. Tem gente que distribui beijos por uma cerveja, por que não salvar vidas pela mesma?

Submissão X Ação

Bom dia, queridos!

Hoje vamos falar um pouco sobre um assunto abordado pelo filósofo Vilém Flusser, que  é denominado ” A Urgência de uma Filosofia da Fotografia”.

Flusser discute como estamos nos direcionando cada vez mais a um mundo padronizado, e se utiliza da fotografia como demonstração desse movimento, por ser um aparelho programado para produzir imagens com informação já banalizada.

Para Flusser, no mundo moderno, com a lógica mercantil, o homem cada vez mais se encontra alienado do processo de produção, este que, no caso da fotografia, seria o “fator ativo e livre” do fotógrafo. Isso pode ser visto pelo fato das fotografias reproduzirem apenas modelos cristalizados, seguindo um padrão e uma programação, reproduzindo formas massificadas, esperadas e sem conteúdo novo, o que reduz o nível informativo.

Quanto menos informação se possui, mais são cristalizadas as formas reproduzidas, o que faz com que o indivíduo incorpore modelos e acabe seguindo sempre as mesmas regras, ficando limitado dentro do famoso “quadrado”, sem conseguir ir além das aparentes possibilidades. A falta de conhecimento sobre a programação do sistema traz o conceito de “caixa preta” do autor e é nesse contexto que Flusser nos define como funcionários, usuários e operadores de um sistema que impõe regras, possibilidades e pensamentos limitados. Um dos modelos que é considerado um sistema, um programa e modificador do mundo e da sociedade, portanto, é a fotografia.

Mas, indo um pouco além de Flusser, atualmente devemos considerar que a maioria dos meios de comunicação (vistos como instrumentos) podem ser considerados modelos, programas, que seguem padrões e nos limitam a atuar apenas dentro de seus limites, nos tornando assim USUÁRIOS, pois não infringimos suas regras.

Em resumo, a essa teoria Flusser nomina “A Urgência de uma Filosofia da Fotografia”, que trata do problema da liberdade conscientizando a práxis fotográfica dentro de novas esferas, ressaltando o aspecto “robotizado” dos desejos e sentimentos e o caráter programado da sociedade por apenas “colocar em funcionamento” os aparelhos que manuseia. Assim, Flusser propõe o “branqueamento” da caixa preta, que seria dado apenas com o conhecimento de TODAS as possibilidades, para que assim possa haver uma subversão do sistema, uma infração das regras e normas impostas, revertendo a situação de funcionários.

Nesse contexto, a linguagem e criatividade, que aparecem como possibilidade de subversão, seriam as responsáveis por “burlar” os padrões e trazer a informação, a novidade e diferenciação para o mundo, contestando as formas massificadas, “enganando”, como alega Flusser, os aparelhos. Afinal, o homem é o criador do aparelho, e assim é o único que possui a habilidade de contrariá-lo, interferindo em seu funcionamento. Daí vem a frase: “liberdade é jogar contra o aparelho”, obrigando-o a produzir (no caso da fotografia) “imagem informativa que não está em seu programa, apontando as possibilidades de se viver livremente num mundo programado e dominado por aparelhos”.

Na nossa opinião, Flusser anteviu uma tendência do mundo moderno que atualmente se expandiu devido aos novos meios digitais, os quais são muito mais operados pelos seus usuários do que criados e burlados. Sem conhecimentos próprios sobre as possibilidades da tecnologia e busca por aumento do repertório, muito poucos serão capazes de criar e trazer novidades, PRODUZINDO. O homem não deve se contentar e muito menos se render aos programas e softwares sem expandi-los, completá-los, renová-los, enfim, subverter os limites que já são impostos.

E vocês?? O que acham de tudo isso?? Nesse mundo www, são apenas usuários ou produtores de conteúdo também??

Queremos saber!!!

Um beijo,

Julie, Pati e Susy