Arquivos Mensais: março \30\UTC 2012

Coca Cola sem cafeína- durma bem, mas cuidado!!!!

Olá gente!

Hoje vamos apresentar uma proposta de uma estratégia de comunicação para a nova Coca Cola sem cafeína no Brasil.

Visando ressaltar a ideia de que a ausência de cafeína possibilita uma noite relaxada e tranquila de sono, utilizamos os meios digitais como transmissores da comunicação da Coca, com o intuito de popularizar esse conceito de uma forma interativa e inustitada, para que assim haja propagação espontânea da ação.

A nossa proposta de campanha abrange a diversão e participação dos usuários online. A ideia é: a pessoa manda o número de celular de algum amigo, namorado ou familiar para o site oficial da Coca e grava uma mensagem de até 5 segundos para despertar o outro no meio da madrugada ou na hora em que desejar. Isso será feito com a mensagem sendo ouvida ao se atender o celular. Assim, em meio a uma noite tranquila, o “colega” será acordado de forma inusitada e inesperada, sendo surpreendido pela pessoa e dando mais valor para uma noite de sono sem interrupções (sem cafeína). No fim da mensagem gravada, há a seguinte frase: “Nova Coca Cola. Agora sem cafeína. Você até vai precisar de alguém para te acordar”. Os números de celular enviados serão registrados, de modo que o despertar só ocorra uma vez com a pessoa.

Deste modo, o meio digital do celular é o principal a veicular a campanha. Além disso, utilizaremos o Transmedia Storytelling (que é uma ação veiculada em diversas plataformas que se complementam), pois a ação será divulgada no youtube através de um vídeo com exemplos de maneiras para acordar a pessoa desejada (“acoooorda vagabundo”, “bom dia, amor”, etc).

Depois de um mês recolhendo os números e executando a ação, haverá uma chamada no site dizendo: “Você também foi acordado? Conte para nós como foi e quem foi o “queridinho” que fez isso com você!!!!”. Assim, as pessoas acordadas serão convidadas a dar um rápido depoimento de até 1 minuto contando como foi essa experiência. Isso será possível de ser gravado durante a ação e até um mês após seu término.

Também existirá uma página no Facebook divulgando a ação e reforçando a ideia de que com Coca Cola sem cafeína você pode despertar quem você  achar que está precisando.

Por último, no Youtube haverá um vídeo juntando os melhores depoimentos e divulgando ainda mais o produto.

Isso fará com que a propagação seja espontânea, visto a interação do usuário/ consumidor e, ao mesmo tempo, a diversão proporcionada pela brincadeira e pelos diversos meios utilizados.

E aí, gostaram? Que tal acordar aquele amigo que te sacaneou esses dias ou fazer uma “homenagem” a sua namorada??

Comentem, queremos saber a sua opinião!!!!

A conversação global e a blogosfera

Oi gente!

Hoje vamos falar sobre dois textos: “Manifesto Cluetrain” e o capítulo 9 do livro “Blog”.

O “Manifesto Cluetrain” se refere a um novo tipo de mercado, o da conversação. Ressaltando a voz humana e seu calor, familiaridade, originalidade e reconhecimento imediato do “outro”, o Manifesto fala sobre a importância das conversações globais no mundo online, que são “novas maneiras de compartilhar rapidamente conhecimento relevante”. Criticando a linguagem adotada pelas empresas, como por exemplo jargões e promessas de uma missão idealista, percebe-se que a empresa que não se adaptar a essa nova forma de relacionamento será praticamente exonerada do mundo dos negócios. Em outras palavras, mais diretas: irá à falência. Além disso, é muito importante notar que atualmente as relações chefe-funcionários e funcionário-funcionário são muito diferentes de antigamente. O organograma, segundo o Manifesto, não é mais hierárquico, e sim hyperlinkado. Isso demonstra a interconexão entre funcionários e também com o mundo afora, distante dos assuntos típicos sérios, profissionais e formais.

A palavra chave de tudo isso é a rede, a conexão entre usuários e entre mercados e empresas, que proporciona um nível mais rico de informações e traz um relacionamento direto com quem quer que seja (pessoa física ou jurídica). Todo esse fenômeno está ligado à quebra da mídia de massa, na qual toda a informação provinha de um emissor para inúmeros receptores, sem possibilidade de interatividade. É salientado também o fato de que as informações de empresas devem ser de fácil acesso ao público, sem maiores reservas, afinal, esta é a Era da Informação. Juntando tudo isso, conclui-se com o papel de produtor que o mercado acabou assumindo, sendo tão ou mais importante do que os produtores iniciais (empresas) e isso também pode ser comprovado pois o público que é o possuidor da “fonte de alimentação” ($) das empresas e é, portanto, a SUA escolha que vai fazê-las dar certo ou não.

Todo o Manifesto relaciona-se com o livro Blog, que seria a prática de toda essa conversação global e diálogo citados anteriormente. O blog é um “local virtual” onde opiniões e contato direto são muito apreciados pelos leitores, que são os responsáveis por dar status, recordes de acesso e vivem nesse mundo mais pessoal. Além disso, quer exemplo mais certo de uma linguagem humana calorosa e divertida do que a dos blogs? Os blogs são a maior prova de que os consumidores, leitores ou receptores estão muito mais no mundo quente, pessoal e íntimo do que na seriedade e sigilo de informações que eram comuns antigamente. Prova disso é que o blogueiro pode ser uma pessoa qualquer e, se popular, se torna um grande formador de opinião, influenciando muitas pessoas e podendo também “derrubar” empresas e marcas que não aderiram a esse fenômeno, a essa linguagem, a esse contato direto.

Segundo o capítulo, no blog o “texto pode fazer maravilhas pela reputação e produzir discípulos. Demonstre habilidade e reflexão, e você irá atrair muitos leitores e seguidores”. Por último, é ressaltada a oportunidade de uma publicidade gratuita que o mundo dos blogs traz, especialmente se sustentada por verdadeira reciprocidade, o que volta a se relacionar com o Manifesto, ressaltando a importância e influência do “outro”, do seguidor e/ou receptor, na vida de um fornecedor, empresa ou produto.

Particularmente, acho o Manifesto muito interessante e atual, principalmente quando relacionado à blogosfera, pois esse é um fenômeno que está acontecendo. É óbvia a popularidade que a “falta de formalidade” da linguagem acarreta, gerando seguidores, fãs, consumidores e até mesmo colaboradores, quando esses viram produtores. Na Era Digital, a sede por informação é a matriz de ambos os textos e eu concordo com isso, pois atualmente ninguém está satisfeito com um jargão ou políticas que parecem mais “bonitas” de uma empresa, todos querem tentar saber TUDO que é possível e de opiniões pessoais sobre todos os assuntos. E, o mais importante de tudo isso é a força que o mundo virtual vem conquistando a cada dia, fazendo com que as pessoas se unam por causas, ideais e postulações que navegam por aí.

O único adendo que deve ser feito em meio a isso é que, muitas vezes, informações não verídicas são espalhadas numa velocidade impressionante e, até que se prove o contrário, pode ser tarde demais, e alguém/ empresa corre riscos de ser muito prejudicado. Não se deve acreditar em tudo que se lê e se vê na web. Blogs são divertidos, passam informações com suavidade e a “linguagem humanizada” é sempre bem vinda, contanto que as informações sejam VERDADEIRAS. Não acham?

Alguns links que falam mais sobre o Manifesto Cluetrain:

http://buzzine.info/46/node/53

http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/manifesto-cluetrain-a-internet-e-o-mercado/34772/

http://www.trezentos.blog.br/?p=4510

Pode ser ?

Pois é, só de ler este título creio que já se lembraram de alguma marca, não é? SIM, A PEPSI!

A sacada dos criadores da campanha “Pode ser” da Pepsi foi realmente incrível. No Brasil, a Coca Cola ainda é a primeira opção e sempre que um restaurante não possui este produto, mas sim Pepsi, o garçom diz “pode ser Pepsi?”. Foi usando o fato de não ser a preferida que a Pepsi acabou ficando na mente das pessoas e gerando até certas brincadeiras relacionadas ao tema “pode ser”.

A campanha lançou neste último sábado, 24 de março, mais um comercial, com o tema casamento. Este promete ser mais um grande sucesso e fazer o “pode ser”continuar por muito tempo na cabeça dos brasileiros, fazendo a Pepsi crescer cada vez mais no mercado.

Vejam o comercial e comentem a respeito, queremos saber a opinião de vocês leitores!

Possuir ou acessar?

¨A web também é um bem comum social. A web não é igual às vias públicas, que são “possuídas” pelo povo, mas, em termos de acesso e uso públicos, a web é um tipo de bem comum¨
(Kevin Kelly)

O texto MELHOR QUE POSSUIR é do autor Kevin Kelly, que acredita que os bens materiais um dia desapareceram para dar lugar aos bens comuns, que dependem da demanda de um fluxo feito por usuários virtuais em que o uso se tornará uma propriedade.

Kevin afirma que a desmaterialização de todos os bens cooperando na diminuição de seus bits está tornando os bens materiais cada vez mais inatingíveis. Porém, a posse de uma cópia, por exemplo, em PDF, acaba sendo menos importante no sentimento de posse do que o preço. Acreditamos que o que foi gratuito não pode nos pertencer porque fazemos parte de uma sociedade que gira em torno de pensamentos capitalistas – não há sentimento de posse. Não usamos o termo “aluguel” para o uso dos bens porque associamos esta palavra a coisas e não a serviços.

Alugamos vestidos de noiva e até mesmo companhias, mas estranhamos se o assunto é alugar algum serviço da Internet. A propriedade legal pode residir na companhia de aluguel, mas a  propriedade de uso é mantida pelo grupo que pega emprestado o bem ou o serviço. O que o autor quer é que questionemos o por quê de possuir algo se temos acesso instantâneo, constante, durável e completo a isso?

Kelly fecha seu texto com a seguinte frase: ¨O acesso deixa a posse para trás. Acessar é melhor do que possuir¨. O autor só esqueceu que ainda falta muito para que todos se desacostumem com o complexo de posse. O Brasil, por exemplo, ainda é um país novo e relativamente escasso de tecnologia, se comparado com países mais desenvolvidos. A inclusão digital está crescendo aqui, porém grande parte da população não é instruída o suficiente para virar criadora de conteúdo.

Será que um dia estaremos realmente prontos para deixar de lado nossa sede por posse? O que você acha?

Foursquare e a publicidade


Foursquare é uma rede social e de microblogging na qual as pessoas indicam onde estão no momento. Esta ação é conhecida como “check in” e é feita a cada local que a pessoa visita. O objetivo desta rede social é permitir que as pessoas, através do check in, verifiquem os contatos (amigos) que estão próximos de onde se encontram e também buscar referências e indicações de onde ir.

Muitas marcas e lojas têm usado esta ferramenta para atrair mais consumidores. Um exemplo bem sucedido disso foi a marca de molhos de pimentas Tabasco, que iniciou uma promoção pelo Foursquare para divulgar seus produtos.

O nome da promoção era “Descubra o melhor com Tabasco” e funcionou da seguinte forma: os usuários eram convidados a indicar, nos restaurantes em que fizeram check-in, a pimenta utilizada para harmonizar o prato e a receita deste prato (juntamente com a indicação do site “www.tudocomtabasco.com.br”). Essas informações iam diretamente para o site da campanha e eram votadas. Semanalmente a dica mais votada recebia um kit com cinco sabores de Tabasco  (Verde, Alho, Chipotle, Original e Habanero), e, no final da campanha, as cinco dicas mais votadas concorriam a um iPad 2.

A utilização desse novo tipo de mídia social na publicidade tem agradado muito os consumidores, e a campanha de Tabasco foi um bom exemplo disso, já que foi um verdadeiro sucesso e através dessa brincadeira de dar dicas e indicar o tipo de pimenta utilizados nela acabou reforçando ainda mais a marca.

As empresas brasileiras, portanto, deveriam cada vez mais utilizar essas ferramentas, influenciando seus consumidores, através de campanhas e oferta de prêmios, a falar mais sobre a marca/loja, dando “check in” e consequentemente influenciar seus contatos a fazerem o mesmo, fazendo com que as lojas sejam cada mais mais visitadas e as marcas cada vez mais citadas.

Para grandes marcas o ideal são campanhas como a feita pela marca Tabasco, porém existem outras maneiras muito simples como oferecer brindes às primeiras pessoas que derem “check in”em determinada loja, assim a loja seria cada vez mais visitada e divulgada e os gastos com isso seriam baixos.

A dica que deixamos então é: aproveite para fazer publicidade dentro das mídias sociais, afinal, proporciona resposta rápida, permite interação e constante reforço da marca, além de ser um meio super barato e fácil de ser utilizado.

A Coca Cola e seus memoráveis sucessos

Oi gente!

Esse post é mais do que merecido para uma marca que se esforça sempre em fazer seu nome, ressaltar a alegria da vida e, principalmente, ser top of mind no mundo inteiro: a Coca.

Eu, pessoalmente, não bebo refrigerante, mas tenho que assumir que adoro os comerciais da marca, porque quase sempre têm um “toque emocional”. E quem é que não gosta disso, não é? Até os mais machões ficam com lágrimas nos olhos ou no mínimo arrepiados quando estão frente a uma bela obra de arte. E comerciais são obras de arte, não são? Então, podem emocionar qualquer um.

Tirando o clássico urso polar branco morando no pólo-norte ou o papai noel e seu trenó, que para mim já estão totally batidos, a Coca fez ultimamente dois comerciais que eu AMO e que todo mundo deve lembrar.

Vamos começar pelo “Existem razões para acreditar”, feito para comemorar os 125 anos da marca. Não tem como não gostar, por mais que as relações não façam muito sentido ou não tenham muito nexo em proporção, a simples edição faz a gente se arrepiar dos pés à cabeça… A trilha, que na minha opinião é suuuper importante, foi muito bem colocada. A marca usou a música Whatever, do Oasis, mas cantada por crianças fofas. Tem fórmula melhor?

Trazendo uma visão super positiva sobre as desgraças que existem nesse mundo, o filme traz esperanças para um mundo melhor, baseado nas crianças, ou seja, no futuro.

Para quem não viu (que eu acho quase impossível), prepare-se para se emocionar! E, para quem já viu, sempre é bom rever, então põe play e vai em frente!

O outro comercial que também queria comentar é o “Coca Cola Para Todos”. É impressionante como uma boa criatividade consegue fazer milagres, né?? Esse comercial deve ter um custo baixíssimo e também é de arrepiar. Apenas brincando com as embalagens possíveis da Coca, a marca conseguiu passar a mensagem de que é “para todos” com sabedoria, pois não tem nada de simples, na verdade. Pensem: sem a locução, as imagens fariam sentido?? Não! E isso mostra que é uma forma “elevada” de comercial, que tem uma ideia brilhante por trás.

Vale a pena conferir essa também, divirtam-se (ou chorem, depende de cada um). 😉

O mundo da realidade aumentada

Olá, galera!

Hoje vamos falar sobre um conceito que nem todos sabem o que significa: a realidade aumentada. O principal instrumento para se utilizar esse recurso é a webcam ou câmera do celular. A realidade aumentada é um componente do estudo da computação gráfica e é responsável por integrar imagens reais com elementos virtuais. No caso, as imagens reais são captadas por uma câmera, seja do computador (webcam) ou de um smartphone.

Para entender melhor esse conceito, vamos apresentar uma ação muito interessante feita pela Vodafone, empresa de telefonia que realizou uma ação de realidade aumentada de forma divertida.

O Buffer Busters, game produzido especialmente para os usuários, fazia com que eles pudessem caçar monstros e capturá-los. Isso tudo rolava num cenário que representava a cidade em que o jogador se encontrava, na Alemanha.

Para que o usuário tivesse acesso ao jogo, era necessário baixá-lo (como aplicativo) e ativá-lo. Nesse momento, os monstros começavam a aparecer na tela de acordo com o mapa da cidade escolhida.

O limite de monstros capturados era de 50. Depois da captura, o usuário manteria as criaturas em um local seguro, como por exemplo um tanque de armazenamento. Em seguida, deviam colocá-los em uma das lojas da Vodafone. Isso era feito através do QR code ou em uma loja online da empresa.

Depois de toda essa aventura, o usuário que obtinha maior pontuação vencia levando um contrato livre de custos para dados e ligações.

Nós achamos a ação muito interativa e fortificadora do relacionamento com o cliente. Afinal, se pegarmos como exemplo as operadoras de telefonia no Brasil, vemos que os clientes estão longe de uma “relação carinhosa” com as empresas.

E vocês? Curtiram? Baixariam o aplicativo que ativa o recurso da realidade aumentada??

Um outro blog que fala sobre esta ação é o http://patymarketing.wordpress.com/2011/10/19/vodafone-cria-game-com-realidade-aumentada/, confiram!

 

48 propagandas que não poderiam ser veiculadas nem se o prefeito Kassab ficasse inteligente

Image(clique na imagem para conhecer os 48 anúncios considerados do mal)

Os anos 50 e 60 poderiam ser considerados a “explosão da criatividade” nas propagandas. Talvez isso tenha acontecido porque naquela época não havia muitas técnicas, produtos e regras para se fazer propaganda, diferentemente dos dias de hoje. Anúncios de cerveja da década de 50 eram voltados ao público masculino, 100% machistas.

O anúncio da cerveja Schlitq, por exemplo, usou a ilustração de uma dona de casa chorando porque queimou a comida e o marido apontando feliz para a cerveja, com o seguinte título: ” Não se preocupe querida, você não queimou a cerveja”. É óbvio que um anúncio como este JAMAIS seria veiculado nos tempos de hoje porque seria considerado ofensivo às mulheres. Mas será que as nossas propagandas estão longe de tratar a mulher como objeto, igual nos anúncios dos anos 50? O que você acha?

É claro que, das 48 propagandas citadas pelo site, muitas vão além do mau gosto, como, por exemplo, o anúncio da Postage Meter no qual o título diz: “Será que é sempre ilegal matar uma mulher?”. Pasme, por incrível que pareça, naquela época valia de tudo:  desde bebê pedindo pra mãe  fumar um Malboro depois que ela o repreendesse, até um criança branca perguntando para outra crianca negra por que a mãe dela não a lava com o sabonete Fairy pra que esta ficasse limpa também. Estas sim, na minha opinião, nunca deveriam ser veiculadas, nem se fossem permitidas.  Mas é a sociedade que faz as propagandas serem o que elas são. Se estamos na época do politicamente correto, na qual criamos organizações para vigiar tudo que é criado, nossas propagandas vão refletir, como sempre,  nosso comportamento social.

Sem perceber, esta está sendo vítima de sua própria hipocrisia. Ou você acha que essa propaganda da Skol não é tão machista quanto a outra citada no começo do post? Entretanto, o machismo não está sendo julgado aqui, e sim o comportamente da sociedade que reflete na liberdade de criação dentro da propaganda. Resumindo, o que este post quer dizer é que um “toque” de politicamente incorreto nas propagandas sempre dá um sensação de “ACORDA, GENTE. ISTO É APENAS FANTASIA, NÃO LEVE TUDO TÃO A SÉRIO”.

Image

Cultura de Mídia e Cultura Digital

Olá, domingueiros de plantão. Bom, este post é baseado no  artigo  “Da cultura das
mídias à cibercultura: o advento do pós-humano”, da saudosíssima Lucia Santaella, e é fundamentado na questão do desenvolvimento das tecnologias da informação e da comunicação e sua implicação em todas as esferas da sociedade.

Não entendeu pataquadas? Ok, vamos por partes. Para conseguir entender o que toda essa complexidade significa, primeiro precisamos lhe explicar que o artigo tem como objetivo mostrar o caminho evolutivo que os meios tomaram, e ainda tomam, conforme as mudanças culturais da sociedade. A base do pensamento de Santaella nesse artigo está na diferença entre Cultura das mídias da Cultura Digita: para Santaella, o termo “Cultura das Mídias” sugere que as divisões entre a cultura erudita e a cultura de massar serão cada vez mais difíceis de ser delimitadas devido as interações entre si. A Cultura das Mídias não se confunde nem com a cultura de massa, nem com a cibercultura: é uma cultura intermediária, situada entre ambas.

O que acontece aqui é que os diferentes meios de comunicação ( que também são classificados como mídia) não desaparecem na Cultura de Mídias, e sim são incorporados por outras. Tomemos como exemplo o próprio livro – esse que fora incorporado por meios virtuais, como, por exemplo, o Ipad. Seu conteúdo não se alterou, e sua forma escrita também não. Porém, essa passa a fazer parte também de uma nova mídia, a web, ou seja, a forma permaneceu, mas foi incorporada a outro tipo de meio – aqui vemos claramente a hibridização entre cultura e meios.

Devido a sua natureza, cada mídia tem os potenciais e limites que nenhuma outra possui, e esses limites e potenciais são os pontos precursores para esta interconexão. Estas interconexões entre mídias e culturas são denominadas por Santaella como multimídia. Desta forma, as mídias se tranformam em um vasto leque de ferramentas comunicacionais, que se diferenciam de acordo com o repertório de quem a manuseia, ou seja, do usuário. A grande diferença entre a cultura das mídias e a cultura digital é que essa última está na convergência das mídias, um fenômeno muito distinto da convivência das mídias típica da cultura das mídias.

Para ficar mais claro, tomemos o exemplo do Twitter:  esse se tornou uma mídia tecnológica que gera seviços de informações de qualquer lugar e através de qualquer meio de comunicação por uma interface única, onde qualquer usuário pode ser receptor ou gerador de conteúdo. Esse tipo de mídia é socialmente tão poderoso que caminhou pelo âmbito da política. Obama e Dilminha que o digam, pois têm suas próprias contas no Twitter,  em que  procuram ficar mais próximos da massa, digo, dos seus “queridos leitores”, que querem tanto saber sobre suas verdadeiras intenções.

Mas, lembre-se, nem tudo que está nas ciberculturas é significativamente verdadeiro. Para não ser um internauta alienado, procure aumentar seu repertório (bagagem pessoal) e vá para o caminho do bem que a Cultura de Mídia nos proporciona – um vasto Mundo a ser explorado.

Risadinha poderosa

O banco Itaú fica pela primeira vez em primeiro lugar na “pesquisa de lembrança de marcas na propaganda”, do Datafolha.

O comercial, muito envolvente, diga-se de passagem, trata-se de um bebê que cai na gargalhada quando seu pai rasga um papel. Este simples e comovente comercial fez a marca Itaú ser muito comentada e até teve-se que controlar a quantidade de inserções do comercial, para que não se tornasse muito repetitivo e, do “super fofo, legal e engraçado” passasse para “repetitivo e cansativo”. O objetivo foi de aproveitar o sucesso do comercial para fazer as pessoas sentirem falta dele e quererem ver de novo aquele bebê risonho.

O que o Itaú queria passar era a ideia  do “Itaú sem papel”,  nova campanha que o banco tem feito para incentivar seus clientes a substituir os extratos bancários enviados pelo correio pela versão digital. E não é que mandou super bem o recado? Afinal, liderança em recall não é todo dia que se consegue!

São casos como este que comprovam que o simples, quando bem utilizado, pode se tornar algo realmente incrível, que comunica perfeitamente o que se objetiva comunicar e seja sempre lembrado, juntamente com um sentimento positivo em relação à marca. Garanto que o “bebê do Itaú” ainda será referência por muito tempo.