Arquivos Mensais: abril \24\UTC 2012

Era da exposição: da essência ou de uma máscara?

Bom dia, gente!

Hoje vamos falar sobre o texto “Exposição x Geolocalização”, do nosso professor Eric Messa. Discutindo e analisando o processo que aos poucos evidenciou a exposição pública a um nível extremo, como o encontrado atualmente em redes sociais, por exemplo, Messa aponta algumas questões e informações pessoais que foram se tornando quase um “bem comum” ao público, este que nem sempre pode ser controlado e selecionado por aquele que está se expondo. Dois fatores, segundo o autor, são os fundamentos dessa necessidade de aparecer: o caráter narcísico e egocêntrico da sociedade e o desenvolvimento das culturas da colaboração e da participação.

Em meio a esse contexto, Messa entra na questão do recurso da geolocalização, o qual é dado por diversas ferramentas que estão sendo disponibilizadas ao longo dos anos e elaboradas com a capacidade aumentada do desenvolvimento tecnológico. Esse recurso é capaz de indicar onde está o usuário geograficamente, tanto dando check in com uma opinião sobre estabelecimentos públicos, como o Foursquare, quanto o Google Latitude, que posiciona o usuário no mapa constantemente – ambos a partir da tecnologia do GPS.

Assim, o autor questiona quais seriam os limites entre público e privado em meio a uma Era da exposição que informa a milhares de pessoas informações pessoais e muitas vezes até íntimas sobre o usuário.

Na nossa opinião, a Era da exposição está tentando cada vez mais extrapolar seus limites, retirando a intimidade do público e evidenciando aspectos que muitas vezes nem deveriam ser exibidos a todos os “amigos” da rede. Por mais que a vontade de se expor (existente desde tempos primórdios) do ser humano seja agora possibilitada e dada de acordo com sua vontade, não se está tendo controle das consequências negativas que isto pode causar. Não há forma exata de se mensurar esses efeitos, mas acreditamos que o BOM SENSO é o único jeito de deter pessoas que exageram na sua exposição. Afinal, há detalhes que nem todos querem ver. Que nem todos são obrigados a ver, e que acabam aparecendo mais do que deveriam, tirando o mistério e a curiosidade das pessoas de se conhecerem pessoalmente, pois já pensam que sabem tudo sobre o outro. E, nesse sentido, é importante ressaltar que, no mundo virtual, todos vestem a máscara que quiserem, amparados pelo anonimato e pela falta de “olho no olho”, o que pode encorajar muitos a quererem se tornar uma “figura pública virtual” e enfraquecer a coragem e moral que se deve ter AO VIVO.

Outro fator muito importante é a falta de segurança que a geolocalização, por exemplo, pode causar. Atualmente, é fundamental a preservação de informações pessoais, pois, essas, se expostas erroneamente, são capazes de colocar vidas em risco em meio a pessoas que possuem interesses muito diversos do que pensamos que possuem. Apesar disso, são notáveis os benefícios que a participação coletiva e a cultura da colaboração trazem, evoluindo em tempo recorde uma forma de comunicação que só tende a melhorar e desenvolver a inteligência humana.

Portanto, vamos resumir em uma palavra o que se deve ter na Era da exposição: EQUILÍBRIO.

O que vocês acham disso? Concordam?? Comentem!!

Share a Coke

A campanha Share a Coke (compartilhe uma Coca) foi lançada pela Coca-Cola da Austrália. Com um orçamento de 5 milhões de dólares, foi feita a edição limitada de garrafas e latas com a impressão dos 150 nomes mais populares do país nos rótulos, incentivando as pessoas a, quando encontrarem uma garrafa que contenha seus nomes, dividirem a Coca com um amigo.

A duração da ação é até dezembro e foram preparadas 268 milhões de garrafas e latas. Além disso, os shoppings centers contarão com 18 quiosques onde o consumidor vai poder personalizar sua embalagem se seu nome não estiver entre a seleção de nomes.

A ação também foi fortificada nas redes sociais. No Facebook, por exemplo, pode-se criar uma lata personalizada de Coca-Cola e “compartilhar” com os amigos. Além das redes sociais, três anúncios de TV estão sendo veiculados, promovendo assim os 150 nomes mais comuns no país, como: Matt, Luke e Kate.

Nós achamos essa campanha muito eficaz por atingir diretamente o target dando exatamente o que ele mais precisa atualmente: uma identidade. Essa forma personalizada das latas e garrafas faz com que o consumidor se sinta especial e ainda promove a marca pelo compartilhamento sugerido. A Coca realmente é pioneira em ações emocionais e que incentivam a felicidade e amizade.

Vejam o vídeo da ação e SHARE A COKE!!! =)

Campanha publicitária usa pela primeira vez o Pinterest

 

Oi gente!

Uma ação muito bem sucedida foi feita pela empresa Kontex (de absorventes femininos), que resolveu utilizar o Pinterest como arma da sua campanha publicitária. A marca já faz frequentemente ações de marketing no Facebook e Twitter, e optou então por investir no Pinterest, rede social que está crescendo muito em 2012, ultrapassando em número de acessos sites como Linkedin, Google+ e Tumblr.

A ação foi feita em Israel com a ajuda da agência israelense Smoyz. Cinquenta mulheres foram selecionadas com boards criativos e perfis que se assemelhavam ao target do produto. Uma caixa com alguns pins e objetos que elas marcaram como interessantes na rede foi recebida por cada uma em sua casa. Isso serviu para ressaltar a ideia da campanha de que toda mulher é única, pois foi um presente diferente e personalizado.

O objetivo desta ação da Kontex foi criar reação espontânea em cada presenteada e foi completamente atingido. Quase 100% tirou fotos do presente e postou no Pinterest, o que fez com que a repercussão fosse enorme e muitos comentários positivos se disseminassem, num total de 694 mil impressões.

Além do Pinterest, as fotos acabaram sendo postadas no Facebook e no Twitter, o que expandiu a campanha para outras redes e abrangeu o conhecimento.

Muito boa a sacada, não acham?? Que mulher não gostaria de receber coisas de seu interesse pessoal? Além disso, quem é que não gosta de ganhar um presente?!

Aqui segue o link do vídeo explicando a ação. Vejam que legal!!!

Profeta do iPocalipse

Olá,

Hoje faremos uma análise crítica e opinativa sobre o texto “Profeta do iPocalipse”, de Bernardo Esteves, da Folha de São Paulo.

O texto se trata de uma análise sobre a atenção das pessoas perante aos textos hoje em dia, relembrando como este mesmo ato era feito antigamente. Em sua grande maioria, o texto foca no fato de que a desatenção e falta de foco são os dois pontos principais referentes à leitura de textos atualmente.

Diversas opiniões são citadas, as quais refletem sobre o livro de Nicholas Carr, e enquanto algumas concordam com o autor e alegam que a internet atrapalha o foco das pessoas e faz com que elas se dispersem mais facilmente, outras apoiam a ideia de que a explosão de estímulos da internet faz com que os leitores reforcem a memorização e não se dispersem e se percam neste mundo de “links e textos grandes”, como diz Nicholas Carr.

Enquanto o autor defende a ideia de que estamos nos tornando cada vez mais rasos perante a conteúdos mais eruditos, graças à web que, para ele, está ” formando leitores incapazes de manter a atenção sustentada e de processar textos de fôlego”, cita o fato de que atualmente estamos retrocedendo a um tempo onde a leitura, de fato, era uma coisa que só poderia ser feita por pessoas cultas, letradas e em grande minoria perante à sociedade.

A web realmente é algo muito polêmico. Os conteúdos encontrados nela nem sempre são bons e em sua grande maioria não se comparam a conteúdos encontrados em livros e enciclopédias, por exemplo. Porém, não deixa de ser algo extremamente funcional e que também nos proporciona informações preciosas em um espaço de tempo muito mais curto.

Sendo assim, acreditamos que a web continua sendo super importante e caso seja necessário complementar alguma informação, cabe ao leitor buscá-la em outros meios. A internet cumpre sua função muito bem e não deveria ser tão criticada. Em relação à dispersão, acreditamos que o grande culpado seja o tempo, as atividades, o mundo de hoje no geral, que é bastante diferente de antigamente, onde as pessoas não tinham tarefas muito diferentes além de ir à Igreja, à praças, trabalhar e ler (quando tinham condição e acesso). Portanto, colocamos outra questão: não seria a internet um reflexo do mundo atual? Um mundo que exige rapidez, muita informação e muitas opiniões?

E você, o que acha sobre este assunto? Será que a internet ajuda ou prejudica? Será que perdemos o foco por conta dela ou por conta do ritmo de vida de hoje em dia? Deem suas opiniões !

Por uma Páscoa sem peso na consciência

A POLARIS Brand Design & Development decidiu criar uma embalagem de Kiwi para Kiwi. Como assim?

Explicamos: a  fruta Kiwi é originária da China, a ave Kiwi é da Nova Zelândia e a criação da embalagem foi desenvolvida por designers ucranianos. Interessante, não? Uma sugestão um tanto quanto peculiar para dar de presente a quem está enfrentando uma dieta rigorosa, e não pode comer nenhum tipo de Ovo de Páscoa tradicional.

Que  a embalagem é bonita e chama atenção, não há dúvidas. Mas queremos saber se você compraria essa fruta pela embalagem ou, no mínimo, a notaria melhor. Feliz “slim” Páscoa a todos.